Parque Gunma perde aves na Amazônia: alerta para o esvaziamento da floresta

O Parque Ecológico Gunma (PEG), localizado em Santa Bárbara, na região metropolitana de Belém (PA), enfrenta uma crise silenciosa: pelo menos 11 espécies de aves desapareceram ou se tornaram raras nos últimos anos. Esse fenômeno, conhecido como “esvaziamento da mata”, é um sinal preocupante de desequilíbrio ambiental na Amazônia.

Espécies já desaparecidas ou raras

  • Uru-corcovado – não é ouvido no parque desde 2007
  • Uirapuru-veado, torom-do-pará e tovacuçu – ausentes há mais de 20 anos
  • Papagaio-moleiro, mutum-cavalo, anambé-de-peito-roxo e outras – cada vez mais difíceis de avistar

Principais ameaças

  • Expansão urbana e desmatamento nas bordas do parque
  • Plantios de óleo de palma e açaí
  • Construção de empreendimentos industriais próximos à área
  • Falta de reconhecimento oficial como unidade de conservação

Pará Birding Tour: turismo sustentável como solução

Em meio a esse cenário, os biólogos Danielson e Fernanda Freitas fundaram em 2023 a Pará Birding Tour, uma iniciativa de ecoturismo voltada para a observação de aves. O projeto busca valorizar a biodiversidade local e sensibilizar moradores e visitantes sobre a importância da preservação do Parque Gunma.

A proposta é transformar o contato com a natureza em uma experiência de contemplação, mostrando que o turismo pode ser um aliado da conservação. Segundo os fundadores, o maior desafio é mudar a percepção da comunidade local, que muitas vezes não vê a contemplação da biodiversidade como uma atividade atrativa.

Por que isso importa?

As aves são fundamentais para a dispersão de sementes e manutenção da floresta. O desaparecimento delas pode transformar o parque em uma “floresta vazia”, onde a biodiversidade se perde e o silêncio substitui os cantos que antes ecoavam.

Caminhos para a preservação

Iniciativas como o turismo de observação de aves vêm ganhando força, mostrando que é possível unir conservação e desenvolvimento sustentável. Valorizar a biodiversidade é essencial para garantir que o Parque Gunma continue sendo um refúgio da vida amazônica.

Leia a matéria completa e entenda por que esse alerta é tão urgente para a biodiversidade amazônica.

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